sábado, 31 de julho de 2010

Sonhos - acidente

Alice, cujo pai havia morrido recentemente num acidente, sonhou que estava na escola quando seu irmão passou mal. Ela telefonou para a mãe. A mãe foi buscá-lo de moto. A moto caiu, mas somente o irmão machucou levemente o joelho.
Dias depois, Alice sonhou que sua mãe foi atropelada por um carro e machucou levemente o joelho. O carro atropelou novamente a mãe. Alice e sua irmã mais velha levaram a mãe no pronto socorro, mas não era grave.
Lembram-se que no segundo sonho que eu contei a mãe quase morreu afogada? Neste ela é atropelada. Vejam que Alice continuava com medo que a mãe morresse. Mas, novamente a mãe sobreviveu. É interessante notar a extrema preocupação que ela sentia com o bem estar da mãe, era natural, pois a pior desgraça que poderia lhe acontecer depois da morte do pai seria perder a mãe, por outro lado ela estava começando a agir como mãe da mãe, e não como filha.
Essa preocupação de Alice com o irmão e a mãe lembra a deusa Ártemis no mito grego.
Ártemis, a deusa da caça, assim que nasceu viu que sua mãe continuava em trabalho de parto, e ajudou a parir seu irmão gêmeo Apolo. No transcorrer do mito, Ártemis agia como protetora da mãe, e companheira fiel do irmão.
A mulher Ártemis, como caçadora, é aquela que estabelece um objetivo de vida e não sossega enquanto não realizá-lo. Ela age como sendo a protetora da família.
Alice estava estudando no cursinho, era o momento de canalizar toda sua energia para os estudos para poder atingir seu alvo: passar no vestibular; mas a preocupação com o bem estar da família estava tornando difícil a ela concentrar-se.
Seus sonhos estavam dizendo: vá atrás de seus objetivos, não se preocupe com sua mãe e seus irmãos, eles estão com uma pequena dificuldade de continuar caminhando, mas não é grave.

domingo, 24 de maio de 2009

Homem Odisseu

Odisseu, grande herói grego, protegido pela deusa da estratégia, Atena, não queria lutar na guerra de Tróia, porque seu filho havia acabado de nasce. Quando vierem recruta-lo, ele bem que tentou escapar, fingindo-se de louco. Mas, não teve jeito. Seus aliados sabiam que sem Odisseu a vitória seria muito difícil.
Apesar de 10 anos de cerco da cidade, os gregos ainda não conseguiam penetrar os muros de Tróia. Odisseu teve a idéia de construir um imenso cavalo de madeira, e dar de presente aos troianos, reconhecendo a derrota. Os troianos aceitaram o presente, levaram o cavalo para dentro da cidade, e festejaram a vitória na guerra. Quando os troianos caíram bêbados e dormiram, os gregos saíram de dentro do cavalo e os exterminaram. (Daí surgiu a expressão presente de grego, para quando se ganha um presente que traz problemas).
O homem Odisseu, entre o trabalho (sair para a guerra), e a família, prefere ficar com a família. Mas, nem sempre ele pode fazer esta opção. Muitas vezes o trabalho exige tanto, que ele se vê obrigado a trabalhar mais do que gostaria. Ou, gostaria de não trabalhar, mas precisa sustentar a família. Protegido pela deusa da estratégia Atena, o homem Odisseu é um administrador objetivo e eficiente, geralmente muito valorizado por seus colegas e chefia.
O homem Odisseu atinge seus objetivos, não através da força, da imposição de suas idéias, e sim criando estratégias eficientes. Para ele, o importante não é mandar e ser obedecido, e sim ser eficiente na realização de seu trabalho.
Este é apenas o início do mito de Odisseu. Odisséia, escrita por Homero, narra as aventuras de Odisseu, do final da guerra até a sua volta ao lar. É a história simbólica de um homem que teve que aprender a lidar com diversos aspectos do feminino para poder se encontrar e se relacionar harmoniosamente com a família. Mas a interpretação completa da Odisséia exigiria um livro, que ainda pretendo escrever.